| 1. Cytodites Nudus
(Ácaro dos Sacos Aéreos das Aves) Este ácaro também vive nos brônquios, traquéia, fígado, rins e coração das aves. Os sintomas são: Emagrecimento, perda de apetite, tosse, estertores e liberação de muco sanguinolento da traquéia. Tratamento: Administre um expectorante (iodeto de potássio e benzoato de sódio). |
| 2. Dermanysus Gallinae
(Ácaro que ataca o corpo dos pássaros) Causa sérios danoas à criação. Devido à quantidade de ácaros que infesta cada pássaro, leva rapidamente à anemia e, se não for combatido, leva à morte. Chamado de vermelhinho, parasita também o homem. Os sintomas são: Tristeza, mucosas pálidas, emudecimento e perda do apetite; a plumagem perde o brilho e as penas das asas e da cauda apresenta-se como se estivessem roídas. Tratamento: Pulverizações do produto Dipterex, usado em dosagens a 0,15%, podendo ser aplicado tanto nas aves quanto nas instalações. Cuidado com comedouros e bebedouros. Pode-se também utilizar creolina nas instalações. |
| 3. Knemidokoptes jamaicensis
(Ácaro da Sarna Podal dos Canários) As fêmeas escavam galerias nas patas, onde há a formação de crostas, sendo que estas ficam repletas de ácaros em diferentes fases de desenvolvimento. Diagnóstico diferencial: Não confundir com popilomatose das patas (unilateral). Tratamento: Benzoato de benzila 25% e enxofre (pó) dissolvido e misturado em vaselina líquida. |
| 4. Kenemidokoptes pilae
(Ácaro da Sarna Cnernidocóptica dos periquitos) Aspecto dorsal e ventral. Há inflamação e exsudado inflamatório nas patas e bico, que desaparecem, dando formação a um tecido esponjoso. Tratamento: Benzoato de benzila 25% e enxofre. |
| 5. Protoplylloes gaíndarinua
(Ácaro das penas da cauda e asa das aves) Tem erroneamente o nome de lêndea. Tratamento: Usa-se álcool (embebido numa escovinha) para limpeza das penas, pois tem efeito mortal para esses ácaros. Não utilizamos o éter porque o seu emprego em quantidades maiores pode ocasionar lesões no cérebro do pássaro. |
| 6. Sternostoma tracheacolum
(Ácaro da Asma–Fole-de-Canário) Esse ácaro ataca as vias respiratórias e o pulmão do canário, e parasita à traquéia, os brônquios, os sacos aéreos, o parênquima pulmonar e o fígado. Os sintomas são: Ruídos respiratórios resfolegantes, anemia, dispnéia, ausência de canto; o pássaro abre freqüentemente o bico e tenta limpa-lo no poleiro. Transmissão: Contato direto do animal infectado para o sadio. Tratamento: Para a inflamação dos sacos aéreos dá-se antibiótico de largo espectro e polvilha-se a gaiola, coberta por um pano, com um produto acaricida durante 5 minutos, com as aves expostas. Repete-se o tratamento por mais duas horas. |
| 7. Syrongophilus bipectinata
(Ácaro do Canhão das Penas das Aves) As penas ficam repletas de material seco e acumulado onde se encontram os ácaros, caem e pode haver inflamação. No periquito ataca a base das penas, ocasionando a queda das mesmas, deixando a área onde estavam implantadas com aspecto crostoso. Tem a cor castanho-escuro. Tratamento:Aplique diretamente sobre o pássaro, produtos fosforados (Malathion, Malatol) que atingem tanto piolhos como ácaros ectoparasitas. Evite que os produtos caiam na água e nos alimentos. |
sábado, 20 de outubro de 2012
0 ÁCAROS NOS CANÁRIOS
sexta-feira, 19 de outubro de 2012
0 CONSELHOS ÚTEIS NO MANEJO DAS AVES DE COMPANHIA
ALOJAMENTO
Proporcionar uma gaiola ou viveiro o mais amplos
possível, para que a ave possa voar. Apenas dois poleiros colocados nos
extremos servem perfeitamente no caso de aves como canários, exóticos, indígenas,
etc.
Deve evitar-se sempre que possível o tradicional
poleiro com corrente para papagaios. Os poleiros devem ser de madeira, de preferęncia
em pinho, árvore de fruto, e nunca em plástico ou de material abrasivo. Evitar
colocar os bebedouros debaixo dos poleiros.
TEMPERATURA
Ao contrário do que muita gente pensa, uma ave
de boa saúde poderá suportar temperaturas bastante baixas.
Devemos no entanto evitar mudanças bruscas de
temperatura e correntes de ar.
HUMIDADE
A grande maioria das aves em cativeiro suporta
uma ampla variaçăo dos níveis de humidade, se bem que algumas espécies
provenientes de países tropicais ou sub-tropicais prefiram um ambiente mais húmido.
Aconselhamos pois proporcionar a essas aves bastante água, ou periodicamente
quando do tempo seco, pulveriza-las com água.
LUZ E AR
A luz solar é de extrema importância para a saúde
dos seres vivos. Sempre que possível deixe as suas aves apanhar sol, tendo o
cuidado em proporcionar-lhes um pouco de sombra como resguardo.
Note-se que quando falamos em sol, se trata de
luz direta e năo filtrada através de um vidro ou janela, pois estes năo
permitem a passagem de raios ultravioletas.
Como alternativa, pode utilizar-se luz
fluorescente especial que sinula totalmente o espctro da luz solar.
Em ambiente fechado nunca devemos manter o período
de luz diária por mais de 16 horas, nem acender e apagar a luz quando as aves
estăo a dormir, pois poderăo entrar em stress, ou até abandonar os ninhos
quando em período de criaçăo.
Evitar correntes de ar e ambientes de fumo
(salas, cozinhas, etc), bem como sprays, pesticidas, etc., năo destinados
especificamente a aves.
HIGIENE
A limpeza diária dos comedouros e bebedouros e
do fundo das gaiolas evita problemas associados com a conspurcaçăo dos
alimentos, e alerta o criador para eventuais sinais de doença.
Uma limpeza geral semanal ou quinzenal, que
incluirá lavagem e desinfecçăo de instalaçőes, poleiros, utensílios, etc.,
é aconselhável. Utilizar desparasitaçăo externa.
ALIMENTAÇĂO
A grande maioria das doenças que afetam as aves
săo de origem alimentar. O conhecimento do tipo de alimentaçăo próprio de
cada ave é de extrema importância. A administraçăo de sementes conspurcadas
ou de má qualidade, excesso de sementes oleaginosas (níger 33% gordura, cânhamo
32%, girassol 47%, nabo 40%, linhaça 40%, amendoim 47%), provocam doenças
graves de difícil tratamento. Procure pois administrar uma maior percentagem de
grăos com um menor teor de gordura e mais elevado em proteínas: alpiste, painço,
milho, aveia, leguminosas, etc.
Note que as referidas sementes gordas săo as
mais apetecíveis, pelo que devemos raciona-;as criteriosamente.
Uma ave gorda năo é necessariamente uma ave
saudável.
Por outro lado, a grande maioria das sementes
secas săo naturalmente deficientes em vitaminas e outros micronutrientes
essenciais.
Artigo edito em 14 Abril 2001
Catálogo
AVIZOON / ORLUX
Agradecimentos ao site Criadouro Kakapo.
0 CRIAÇÃO DE CANÁRIOS Á ITALIANA
Scurati Roberto
Revista Pássaros 38
Arquivo editado em 30/08/2007
Agradecimentos ao site Criadouro Kakapo.
Revista Pássaros 38
Arquivo editado em 30/08/2007
A Itália tem condiçőes
climáticas diferentes das condiçőes do Brasil, tendo períodos de reproduçăo
e técnicas de criaçăo diferentes das usadas no Brasil.
Eu faço o seguinte:
inicio a reproduçăo no męs de fevereiro. É importante fazer os canários
sentirem o inverno com a temperatura a 10°C. Necessita-se de luz no criadouro,
por isso mantenho 8 horas de luz ao dia năo mais (se necessário fecho a
janela). Tenho um programador de luz automático que simula a nascente ŕs 8
horas da manhă e o poente ŕs 16 horas.
Quarenta dias antes do inicio da postura, prolongo o dia meia hora por semana e aumento a temperatura ŕ 16°C. Quando o dia chega a ter 13 horas a temperatura é de 18°C. Inicio o acasalamento, pondo o macho na gaiola, (que alguns meses atrás esteve isolado das fęmeas). Em seguida coloco a fęmea que fica separa pela grade. Quando o ninho fica pronto, retiro a grade para o acasalamento.
Quarenta dias antes do inicio da postura, prolongo o dia meia hora por semana e aumento a temperatura ŕ 16°C. Quando o dia chega a ter 13 horas a temperatura é de 18°C. Inicio o acasalamento, pondo o macho na gaiola, (que alguns meses atrás esteve isolado das fęmeas). Em seguida coloco a fęmea que fica separa pela grade. Quando o ninho fica pronto, retiro a grade para o acasalamento.
Para favorecer a fecundaçăo,
costumo cortar as penas ao redor da cloaca do macho e na fęmea. Para melhorar a
reproduçăo, dou por 10 dias consecutivos um antibiótico (tetraciclina ou
furozolidona ou spiramicina), quando do uso esses antibióticos na água (uso
bebedouro escuro), dou também aminoácidos por uma semana na farinhada.
Uso nistatina como
antimicotico por 10 dias. Quando ocorre o nascimento dos primeiros filhotes
aumento a temperatura para 20°C e o numero de horas do dia para 15. Dou
spiramicina (ou algum sul-micoplasma) por 5 a 6 dias.
Durante a choca suspendo
a farinhada até o nascimento. Quando nasce os filhotes volto a dar a farinhada
2 a 3 vezes ao dia e duas vezes por semana agrego carvăo vegetal para favorecer
a absorçăo da farinhada ŕ nível intestinal. Nunca esqueço de dar niger (2
partes), cânhamo (1parte) e trigo (2 partes) cozidos por 25 a 30 minutos; ľ de
farinhada e + Ľ desses grăos cozidos na farinhada. Ao anoitecer, trato os
filhotes do 1° ao 10° dia com antibiótico e nistatina na papinha. Na Itália,
e no Brasil também cada criador adota uma mistura deferente geralmente copiando
de outro criador que no ano anterior teve uma boa produçăo.
Scurati Roberto –
Medico Veterinário
Criador de canarinos de
cor
Traduçăo Jose Giordano
Penteado
Eng. Agronomo -
ZootecnistaAgradecimentos ao site Criadouro Kakapo.
0 A história do canário desde sua descoberta
Marlene Mantel
Brasil Ornitologico • n° 56 • Ago - Set - Outi
Arquivo Editado em 22/07/2005
As aves sempre fascinaram a humanidade;
uma grande prova disso são as inúmeras pinturas e esculturas
encontradas nas pirâmides, desde simples adornos corporais a deuses
que têm como representação a figura de diferentes pássaros.
A história do canário não é tão remota
assim, nem há registros que o relacionem com alguma divindade, mas
isso não o torna menos especial que essas aves, representantes dos
deuses. Sendo um dos mais procurados dentre todos os pássaros domésticos,
o canário é estimado por seu canto suave e
harmonioso e beleza de suas cores - e
por ser um animal de estimação muito dócil, fácil
e barato de cuidar, que faz pouca sujeira e ocupa quase nenhum espaço.
A partir desta edição, a revista Brasil Ornitológico
trará mais informações, para os iniciantes na canaricultura,
sobre esse pássaro que, com seu canto, cativou até a Rainha
Elizabeth, que reinou na Inglaterra, na segunda metade do século
XVI. Qual a origem desses pequenos pássaros de canto harmonioso?
As primeiras notícias sobre a existência do canário
ocorreram após a ocupação das
Ilhas Canárias pelo navegador João
Bethencourt, em 1402. Esse arquipélago, pertencente à Espanha
desde o século XV, localizado a pouco mais de cem quilômetros
da Costa da África, quase em frente ao deserto do Saara, trata-se
de uma região coberta por vegetação e fauna quase
inexistentes em outras partes do mundo, onde poucos mamíferos, répteis
e batráquios habitavam. E teria sido o habitat original dessa ave,
balizada cientificamente com o nome de Serinus canarius e classificada
pêlos naturalistas como pertencente à família dos
Fringilídeos, no grupo dos Passeriformes.
Ícones avium omnium, escrita pelo naturalista suíço,
Conrad Gessner, em 1550, foi a primeira obra sobre o canário. Mas
a descrição mais completa, desse habitante quase solitário
das ilhas que lhe deram o nome, é dada por Ulisses Aldobrandi, em
1559. Diz que o canário silvestre é um pássaro de
pequeno
porte, não excedendo de doze centímetros. Nidifica em pequenos
arbustos. É de cor atraente, de um verde amarelado um pouco acinzentado,
com tons escuros nas asas. O dorso com raias pretas,
o uropígio é de um verde
amarelado, o mesmo ocorrendo com o peito; e esse tom vai se esmaecendo
à medida que atinge o ventre. Bicos e pés escuros. Canto
alto e sonoro'. Este seria o canário silvestre, habitante natural
das Ilhas Canárias, origem de todas as raças atualmente existentes.
A difusão do canário
pelo mundo
Há muitas contradições
e desencontros de datas na história do canário. Mas alguns
historiadores afirmam que a criação em cativeiro teve início
há mais de quinhentos anos, pêlos espanhóis que ocuparam
as Ilhas Canárias. A partir daí, os espanhóis mantiveram
o monopólio do canário, por muito tempo, exportando apenas
exemplares machos para evitar a concorrência estrangeira. Porém,
como tudo tem um fim, este monopólio também o teve, quando
um vapor carregado de canários naufragou perto da ilha de Elba,
de acordo com o relato de Olinda, em 1622. Segundo o autor, em seu livro
Ulcelleria, publicado em Roma, o naufrágio do navio nessa ilha foi
o responsável pelo aparecimento dos pássaros na Itália
e posteriormente na Alemanha. Os canários teriam encontrado na Ilha
de Elba condições favoráveis
para seu desenvolvimento e puderam se reproduzir
em grande quantidade, passando a viver
em bandos. Um fato que merece destaque é que os canários
jamais emigraram para o continente, pois eles encontraram nas ilhas, o
alimento preferido e o clima (temperado) favorável ao seu canto.
Sobre a veracidade desta narrativa, no que diz respeito à reprodução
com outras espécies daquela ilha, pesam sérias dúvidas
de ordem científica. Parece que o mais certo é se admitir
que naquelas exportações tinham também fêmeas,
uma vez que é fácil de se confundirem os sexos. Ou, então,
que aquele carregamento não era constituído exclusivamente
de exemplares machos.
Há ainda a hipótese da compra
clandestina de fêmeas, como causa do fim do monopólio. Esta
situação encontra ressonância no fato comprovado de
Walter Raleig, quando de retorno daquelas ilhas à sua pátria,
a Inglaterra, ter ofertado, à Rainha Elizabeth, diversos canários.
E a soberana, cativada pelo canto daqueles pássaros, determinou
que eles fossem criados no seu palácio, onde surgiu o primeiro canário
amarelo de que se tem notícia. Este fato fez Shakespeare dizer que
'os olhos da grande Rainha tinham o poder de mudar as coisas em ouro'.
Mas não foi somente a Rainha Elizabeth que se apaixonou pêlos
canários. Izabel da Inglaterra, uma das mais poderosas e cultas
da Europa, dedicou-se, também com carinho e paixão à
criação de canários. E até imperadores da Alemanha
e sultões do Oriente não conseguiram fugir ao fascínio
dos artigos pequenos pássaros de canto harmonioso. Afirma-se
que, naquela época, o sultão da Arábia tinha as salas
do seu riquíssimo palácio cheias de gaiolas de canários.
Afirma-se também que os italianos e holandeses, atraídos
pelo belo e harmonioso canto dos canários espalhados por toda a
ilha de Elba, começaram a capturar essas aves e vendê-las
ao continente. Mas devido a grande demanda de compradores, se organizaram
e iniciaram a criação e exportação desses pássaros
para os países do Norte. No final do século XVIII, os canários
estavam sendo criados em grande escala na Suíça e no sul
da Alemanha e foram espalhados pela Inglaterra, Rússia, Egito, etc.
Mas, à medida que o canário se reproduzia em cativeiro, devido
à quebra de sua cadeia alimentar original, a base de sementes e
frutas nativas e insetos, começou a sofrer mutações
na forma, no colorido de sua plumagem, no seu canto, e até em sua
estrutura óssea. Há registros de que, em 1700, a Duquesa
du Barry, apaixonada criadora de canários, fazia viagens a Flandes
a fim de adquirir exemplares para melhorar o seu grande e já
famoso plantei. Naquela época, o encarregado-chefe de sua criação,
M. Hervieux de Chateloup, publicou um volume narrando as experiências
com a criação de canários, que apresentavam 29
variedades de cores, dentre as quais figuravam o Amarelo, Verde, Ágata
Dourado, Isabel Dourado, Junquilha de olhos pretos e claros. A criação
de canários começava a empolgar não só amadores,
mas também cientistas que passaram a estudar os aspectos genéticos
do pássaro, explorando suas mutações, obtidas em cruzamentos
contínuos, à procura de aperfeiçoamento e fixação
de novas raças, variedades de forma, plumagens, cores e canto. A
Alemanha foi um dos países que se destacou na criação
e aperfeiçoamento do canto e, mais tarde, na cor do canário,
com os trabalhos do Dr. H. Duncker. E, à medida que o canário
sofria mutações, surgiam também os primeiros grupos
de aficionados no novo entretenimento, assegurando ainda
mais o sucesso do desenvolvimento da
canaricultura. Entretanto, o fato mais marcante na história da genética
de aves e animais foi o cruzamento do Tarim da Venezuela (Spinnus cucullattus)
com canárias. Os híbridos férteis desse cruzamento
propiciaram a introdução do fator vermelho no canário,
gerando daí centenas de novas cores que encantam freqüentadores
de eventos ornitológicos. Atualmente os canários ancestrais
não aparecem mais nas gaiolas e sim centenas de mutações
com variadas cores, formas e tamanhos.
A chegada do canário
e o seu desenvolvimento cm terras brasileiras
Não se sabe ao certo quando os primeiros
canários surgiram em terras brasileiras, mas há quem diz
que, por volta de 1890, esses pássaros já eram vendidos por
marinheiros nos cais dos portos do Brasil. Em 1902 foram fundadas
duas sociedades ornitológicas no Brasil, uma no Rio
de Janeiro/RJ e outra em Pelotas/RS. Ambas eram chamadas de Sociedade Expositora
de Canários e há registros que destacam a de Pelotas como
"Premiada com o Grande Prêmio (medalha de ouro) na grande Exposição
Nacional de 1908".
No início, a canaricultura no Brasil
tinha como destaque os canários de canto e, em seguida, apareciam
os de porte, principalmente os frisados parisienses, expostos, desde a
primeira década do século, pela Sociedade Expositora de Canários,
no Rio de Janeiro. Nos próximos anos, várias sociedades e
clubes ornitológicos foram surgindo, sendo sua maioria concentrada
no Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul e Minas Gerais. À medida que
essas entidades se organizavam, começaram a aparecer também
algumas raças inglesas, na década de 40 e os canários
de cor, no início da década de 50.
Alguns eventos da época merecem
destaque na história da canaricultura brasileira. Como a primeira
grande exposição de canários de canto e de cor, realizada
pela UCRB - União de Criadores de Roller do Brasil em 1949. Os pássaros
julgados nessa exposição garantiram ao Brasil a participação
no 1° Congresso Latino Americano, realizado em Buenos Aires. Nesse
congresso o Brasil conquistou dois primeiros lugares; um em canários
de Canto Clássico na categoria de filhotes e outro, na Cor avermelhada.
Dois anos depois, em 1951, ainda sob a liderança da UCRB,
foi realizado o 2° Congresso Latino Americano, em São Paulo
e a evolução da nossa canaricultura era evidente. O Brasil
foi Campeão em Canário de Canto e obteve vários primeiros
lugares em Canários de Cor. No ano seguinte, no Pavilhão
de Vidro do Parque de Água Branca (palco de vários "Brasileiros",
inclusive o último da COB — Confederação Ornitológica
Brasileira), aconteceu o 1° Concurso Nacional de Canaricultura, do
qual participaram sociedades de várias regiões. No dia 12
de agosto, no decorrer desse evento, foi realizado o 1° Campeonato
Brasileiro de Canaricultura, no qual decidiu-se fundar uma entidade de
âmbito nacional que consagrasse os nossos clubes. Nascia, então,
a Federação Brasileira de Canaricultura — FBC, cujo presidente
era Jerônimo Rocha. A entidade passaria por vários nomes e
estágios até que, em 24 de setembro de 1988, foi denominada
Federação Ornitológica do Brasil — FOB, sucessora
das outras entidades, tão somente, do ponto de vista histórico.
Hoje a canaricultura no Brasil conta com
aproximadamente 460 variações de cores no segmento denominado
Canários de Cor, 26 raças que se dividem em 138 classes para
concurso, no segmento de Canários de Porte e ainda os Canários
de Canto Clássico.
Anualmente, as 172 associações
de canaricultores de todo o Brasil, filiadas à FOB, realizam campeonatos
em suas cidades nos meses de maio e junho, dos quais só podem participar
os filhotes nascidos no ano anterior, devidamente anilhados. Os campeonatos
são nos segmentos de Canários de Cor, Canários de
Porte e Canários de Canto. E, apesar de todos os canários
machos de todas as raças cantarem perfeitamente a partir de quatro
meses de idade, só os canários do segmento Canto Clássico
"Roller" é que podem participar do concurso de Canto.
Após os campeonatos regionais, a
FOB realiza o Campeonato Brasileiro de Ornitologia que acontece sempre
no mês de julho. Este ano, mais de 20 mil pássaros domésticos
de criadores de todo o Brasil participaram da 2a etapa do 53° Campeonato
Brasileiro de Ornitologia, realizado no período de 2 a 11 de julho,
no Parque Permanente de Exposições, em Ribeirão Preto-SP.
Agradecimentos ao site Criadouro Kakapo.
0 Vitamina E
O princípio ativo que determina
a função biológica (Alfa, Beta e Gamma tocoferol)
são encontradas no reino vegetal, nas graxas, óleos vegetais,
no germe de trigo, etc. Se altera rapidamente perdendo a atividade vitamínica.
O componente mais ativo é o alfa-tocoferol que em ambiente quente
e em contato com o oxigênio se altera rapidamente. Ao contrário
o acetato de alfa-tocoferol quando em contato com o oxigênio se altera
mais lentamente.
A vitamina E é um antioxidante natural de ação biológica e protege a graxa e as vitaminas ativas no organismo. A sua ação potencializa as vitaminas lipossolúveis favorecendo a absorção e o acúmulo das mesmas.
Constitui outra coenzima que favorece o sistema antifermentativo que preserva a ação tornando-a econômica sua vitamina.
Em outras palavras é um eficiente regulador de todo sistema endócrino e tem um importante valor hepéticoprotetor. Prolongando a carência de tocoferois determinando na função reprodutiva dos machos em conseqüência da degeneração e atrofia dos testículos e com o afirmamento da parede do conduto seminal, o esperma perderá sua mobilidade tornando-os infecundos. A produção espermática vem com o tempo parando de maneira irreversível, e com doses maciças de vitamina E o resultado será inútil.
Nas fêmeas, o ciclo sexual se desenvolve normalmente quando há uma fecundação normal, mesmo com a carência de vitamina E, botam ovos fecundos mas não nascem.
A carência de vitamina E também acelera a degeneração das funções dos músculos e principalmente dos miocárdio.
A vitamina E é medida pela Unidade Internacional UI, equivalente a 1 mg de tocoferol.
Agradecimentos ao site Criadouro Kakapo.
A vitamina E é um antioxidante natural de ação biológica e protege a graxa e as vitaminas ativas no organismo. A sua ação potencializa as vitaminas lipossolúveis favorecendo a absorção e o acúmulo das mesmas.
Constitui outra coenzima que favorece o sistema antifermentativo que preserva a ação tornando-a econômica sua vitamina.
Em outras palavras é um eficiente regulador de todo sistema endócrino e tem um importante valor hepéticoprotetor. Prolongando a carência de tocoferois determinando na função reprodutiva dos machos em conseqüência da degeneração e atrofia dos testículos e com o afirmamento da parede do conduto seminal, o esperma perderá sua mobilidade tornando-os infecundos. A produção espermática vem com o tempo parando de maneira irreversível, e com doses maciças de vitamina E o resultado será inútil.
Nas fêmeas, o ciclo sexual se desenvolve normalmente quando há uma fecundação normal, mesmo com a carência de vitamina E, botam ovos fecundos mas não nascem.
A carência de vitamina E também acelera a degeneração das funções dos músculos e principalmente dos miocárdio.
A vitamina E é medida pela Unidade Internacional UI, equivalente a 1 mg de tocoferol.
Agradecimentos ao site Criadouro Kakapo.
José Giordano
Revista SOL 2000
Artigo editado
em 09/05/2004
0 GENÉTICA PARA INICIANTES
Eliane Seixas e Gilberto Seixas
Revista UGCC 2006
Artigo editado em 14/12/2006
A variedade de
cores e raças que multiplicam e embelezam nossos canários, atrai, a cada
dia, novos adeptos à Canaricultura. Este efeito visual de forma é
obtido pelo controle genético que os criadores possuem e empregam ao
acasalarem suas matrizes. Aliás, é exatamente este controle genético
que aprimora a qualidade técnica das cores e forma, que difere a
criação de canários de cor de parte da criação dos chamados canários
“belgas” ou “salsas”.
O conhecimento de genética é indispensável quando se pretende alcançar posição de destaque dentro da Canaricultura.
Os criadores de canários dominando esta ciência, poderão melhor entender o que acontece em seus criadouros e optarem, com maior êxito, na seleção de matrizes objetivando avanços na produtividade e principalmente, na elevação do padrão técnico dos pássaros.
Enfocaremos aqui ciência de uma forma prática, sem nos atermos à complexidade das fórmulas genéticas e às análises mitológicas, que se fariam necessárias para maior aprofundamento no assunto.
O conhecimento de genética é indispensável quando se pretende alcançar posição de destaque dentro da Canaricultura.
Os criadores de canários dominando esta ciência, poderão melhor entender o que acontece em seus criadouros e optarem, com maior êxito, na seleção de matrizes objetivando avanços na produtividade e principalmente, na elevação do padrão técnico dos pássaros.
Enfocaremos aqui ciência de uma forma prática, sem nos atermos à complexidade das fórmulas genéticas e às análises mitológicas, que se fariam necessárias para maior aprofundamento no assunto.
Definição
Genética é o ramo da Biologia que estuda a transmissão das características físicas e biológicas de uma geração para a seguinte, sendo considerada a ciência da hereditariedade.
Essas características são armazenadas em estruturas especiais denominadas genes.
Genética é o ramo da Biologia que estuda a transmissão das características físicas e biológicas de uma geração para a seguinte, sendo considerada a ciência da hereditariedade.
Essas características são armazenadas em estruturas especiais denominadas genes.
A Transmissão Genética
A reprodução dos canários é sexuada, sendo o casal (pai e mãe) responsável pelas características do seu filho.
É no ato da fecundação do óvulo pelo espermatozóide, que o zigoto se forma e recebe todas as informações dos pais que, em conjunto, definirão o Genótipo e a base do Fenótipo do pássaro a ser formado.
Conheça o significado de alguns termos utilizados em genética:
A reprodução dos canários é sexuada, sendo o casal (pai e mãe) responsável pelas características do seu filho.
É no ato da fecundação do óvulo pelo espermatozóide, que o zigoto se forma e recebe todas as informações dos pais que, em conjunto, definirão o Genótipo e a base do Fenótipo do pássaro a ser formado.
Conheça o significado de alguns termos utilizados em genética:
ZIGOTO: É a célula formada da união do gameta masculino (espermatozóide) e feminino (óvulo) que dará origem ao novo filhote.
GENÓTIPO: É o conjunto de genes que definem a formação de todas as características do indivíduo. É o seu patrimônio genético.
FENÓTIPO: É a aparência externa
do pássaro. O Fenótipo depende dos genes que o pássaro possua em seu
genótipo, mas também de uma série de outros elementos como:
alimentação, ambiente, luz solar, etc.
As Mutações
O canário ancestral que ainda vive em seu “habitat” natural nas Ilhas Canárias é semelhante ao Verde Nevado existente hoje em nossos criadouros.
Foi a beleza de seu canto suave que despertou no Homem o desejo de tentar reproduzi-lo em cativeiro, onde ocorram, aleatoriamente, inúmeras Mutações, isto é, modificações genéticas, que foram percebidas e fixadas pelo homem, acentuando a máxima: criar é preservar.
Esta fixação no patrimônio genético da espécie, foi obtida através de cruzamentos entre pais e filhos, permitindo as variações belíssimas de cores e raças que hoje existem.
A mutação ocorre quando existe alteração em um os genes, modificando algumas características esperadas na prole.
Quando ocorre uma mutação o gene passa a existir de duas formas distintas:
-forma original (características já existentes)
-forma mutante (nova característica)
O canário ancestral que ainda vive em seu “habitat” natural nas Ilhas Canárias é semelhante ao Verde Nevado existente hoje em nossos criadouros.
Foi a beleza de seu canto suave que despertou no Homem o desejo de tentar reproduzi-lo em cativeiro, onde ocorram, aleatoriamente, inúmeras Mutações, isto é, modificações genéticas, que foram percebidas e fixadas pelo homem, acentuando a máxima: criar é preservar.
Esta fixação no patrimônio genético da espécie, foi obtida através de cruzamentos entre pais e filhos, permitindo as variações belíssimas de cores e raças que hoje existem.
A mutação ocorre quando existe alteração em um os genes, modificando algumas características esperadas na prole.
Quando ocorre uma mutação o gene passa a existir de duas formas distintas:
-forma original (características já existentes)
-forma mutante (nova característica)
Exemplo 1:
De um casal de Verdes nasceram filhotes Verdes e Canelas.
Observa-se que alguns filhotes possuem a característica esperada, ou seja, a cor Verde.
Os filhotes Canelas nasceram com características modificada, ou seja, a cor Canela, que, portanto, é uma mutação.
Algumas informações para cores estão ligadas à informação do sexo que os pais transmitem ao filhote que neste caso, são chamadas de cores sexo-ligadas. Porém, outras estão livres da informação sexual, sendo denominadas não ligadas ao sexo ou autossomais.
De um casal de Verdes nasceram filhotes Verdes e Canelas.
Observa-se que alguns filhotes possuem a característica esperada, ou seja, a cor Verde.
Os filhotes Canelas nasceram com características modificada, ou seja, a cor Canela, que, portanto, é uma mutação.
Algumas informações para cores estão ligadas à informação do sexo que os pais transmitem ao filhote que neste caso, são chamadas de cores sexo-ligadas. Porém, outras estão livres da informação sexual, sendo denominadas não ligadas ao sexo ou autossomais.
As Mutações Sexo-ligadas
Existem várias mutações de cores que se encontram ligadas à informação sexual, a saber: ágata, canela, isabelino, pastel, acetinado, marfim, asas cinza e inos lipocrômicos (Albinos, Lutinos e Rubinos).
Atenção: a cor Verde não é mutação; é o fator original oriundo do silvestre, entretanto, também ligado ao sexo.
Nas mutações sexo-ligadas, quando os exemplares machos possuem certa mutação em seu patrimônio genético, podem se comportar de dois modos distintos:
1-mostrando a mutação em seu fenótipo: neste caso são mutantes.
2-não mostrando a mutação em seu fenótipo: neste caso são chamados de portadores.
No primeiro caso, eles são chamados Homozigotos, possuem uma única informação genética.
No segundo caso, eles são ditos Heterozigotos, pois possuem duas informações: uma original que prevalece no fenótipo e a outra mutante que fica escondida no genótipo.
Atenção: As fêmeas deste grupo só podem apresentar a mutação em seu fenótipo, não podendo ser portadoras de qualquer destas mutações. São chamadas, por isto, e Hemizigotas, pois só recebem informações para cores sexo-ligadas fornecidas pelo pai.
Estes termos utilizados acima podem ser melhor entendidos, lembrando o significado dos prefixos gregos usados para formulá-las:
Existem várias mutações de cores que se encontram ligadas à informação sexual, a saber: ágata, canela, isabelino, pastel, acetinado, marfim, asas cinza e inos lipocrômicos (Albinos, Lutinos e Rubinos).
Atenção: a cor Verde não é mutação; é o fator original oriundo do silvestre, entretanto, também ligado ao sexo.
Nas mutações sexo-ligadas, quando os exemplares machos possuem certa mutação em seu patrimônio genético, podem se comportar de dois modos distintos:
1-mostrando a mutação em seu fenótipo: neste caso são mutantes.
2-não mostrando a mutação em seu fenótipo: neste caso são chamados de portadores.
No primeiro caso, eles são chamados Homozigotos, possuem uma única informação genética.
No segundo caso, eles são ditos Heterozigotos, pois possuem duas informações: uma original que prevalece no fenótipo e a outra mutante que fica escondida no genótipo.
Atenção: As fêmeas deste grupo só podem apresentar a mutação em seu fenótipo, não podendo ser portadoras de qualquer destas mutações. São chamadas, por isto, e Hemizigotas, pois só recebem informações para cores sexo-ligadas fornecidas pelo pai.
Estes termos utilizados acima podem ser melhor entendidos, lembrando o significado dos prefixos gregos usados para formulá-las:
-Homo = igual;
-Hétero = diferente;
-Hemi = metade.
No exemplo 1 anteriormente citado, o Macho Verde seria Homozigoto (não portanto nenhuma cor) se tivessem nascido somente filhotes Verdes. Porém, como nasceram filhotes Canelas, ele é dito Heterozigoto (portador de outra cor), ou seja, é um Verde portador de Canela.
Quando uma cor se manifesta no Fenótipo “escondendo” o efeito de outra cor, ela é dita Dominante. A cor que ficou escondida é dita Recessiva (ou seja, dominada).
Concluímos que, para uma cor recessiva aparecer no fenótipo do canário, existe a necessidade desta estar em dose dupla no genótipo (informação fornecida pelo Pai e pela Mãe), porque se assim não for, ela ficará escondida pela cor dominante que estiver presente.
-Hétero = diferente;
-Hemi = metade.
No exemplo 1 anteriormente citado, o Macho Verde seria Homozigoto (não portanto nenhuma cor) se tivessem nascido somente filhotes Verdes. Porém, como nasceram filhotes Canelas, ele é dito Heterozigoto (portador de outra cor), ou seja, é um Verde portador de Canela.
Quando uma cor se manifesta no Fenótipo “escondendo” o efeito de outra cor, ela é dita Dominante. A cor que ficou escondida é dita Recessiva (ou seja, dominada).
Concluímos que, para uma cor recessiva aparecer no fenótipo do canário, existe a necessidade desta estar em dose dupla no genótipo (informação fornecida pelo Pai e pela Mãe), porque se assim não for, ela ficará escondida pela cor dominante que estiver presente.
Atenção: Todas as mutações sexo-ligadas são recessivas.
Ainda em relação ao exemplo 1, podemos afirmar que os filhotes Canelas que nasceram são fêmeas, pois para que nascessem Machos Canelas, seria obrigatório que a reprodutora fosse Canela.
Isto ocorre porque, quando a mutação é sexo-ligada, para que nasçam filhotes machos com fenótipo mutante, é obrigatório que esta informação genética seja transmitida pelo pai e pela mãe.
Obs: Qualquer mutação recessiva sempre se comporta do mesmo modo, descrito acima.
Relação de Dominância entre os canários melânicos sexo-ligados
Existe uma escala de Predominância entre as Cores dos Canários Melânicos, já que certa mutação pode ser dominante em relação a uma recessiva em relação a outra.
Por exemplo: o Ágata é recessivo em relação ao Verde, sendo dominante em relação ao Isabelino.
Veja o quadro abaixo e observe a escala de Dominância entre as mutações melânicas sexo-ligadas:
Ainda em relação ao exemplo 1, podemos afirmar que os filhotes Canelas que nasceram são fêmeas, pois para que nascessem Machos Canelas, seria obrigatório que a reprodutora fosse Canela.
Isto ocorre porque, quando a mutação é sexo-ligada, para que nasçam filhotes machos com fenótipo mutante, é obrigatório que esta informação genética seja transmitida pelo pai e pela mãe.
Obs: Qualquer mutação recessiva sempre se comporta do mesmo modo, descrito acima.
Relação de Dominância entre os canários melânicos sexo-ligados
Existe uma escala de Predominância entre as Cores dos Canários Melânicos, já que certa mutação pode ser dominante em relação a uma recessiva em relação a outra.
Por exemplo: o Ágata é recessivo em relação ao Verde, sendo dominante em relação ao Isabelino.
Veja o quadro abaixo e observe a escala de Dominância entre as mutações melânicas sexo-ligadas:
Atenção: qualquer
destas cores pode portar a seguinte, obedecendo sempre o sentido das
flechas. Porém, nenhuma delas poderá portar a outra, no sentido
contrário das flechas.
Observando o quadro acima concluímos que:
-O Verde pode portar Ágata, Canela, Isabelino, Acetinado e Pastel.
-O Ágata pode portar Isabelino, Acetinado e Pastel.
-O Canela pode portar Isabelino, Acetinado e Pastel.
-O Isabelino pode portar Acetinado e Pastel.
-Não existe relação de dominância entre Ágata e Canela. Logo, Ágata não pode portar Canela e nem Canela Portar Ágata.
Obs: A mutação MARFIM, embora faça parte do grupo das mutações sexo-ligadas, não afeta as melaninas, e por isso, não aparece no quadro acima. Sua atuação se limita apenas ao lipocromo amarelo ou vermelho. Por outro lado, como qualquer canário melânico também pode possuir lipocromo, este pode estar afetado pelo fator Marfim, direto ou indiretamente, isto é, sendo Marfim ou portador de Marfim.
Acasalamento
Faremos um quadro abaixo, onde através dele, você conseguirá obter os resultados para os acasalamentos dos exemplos com mutações sexo0ligadas.
Para que você possa entende-lo melhor, precisará antes se familiarizar com os termos: Puro, Normal e Portador, para que consiga sucesso em seu uso.
Normal: exemplar dominante em relação ao outro elemento do casal (veja o quadro de dominância anterior).
Puro ou Mutante: exemplar que apresenta a mutação em seu fenótipo.
Portador: exemplar heterozigoto, ou seja, aquele que porta a cor mutante.
Exemplos:
1-Entre os exemplares: Canela, Canela Pastel e Canela portador de pastel, temos:
Normal: Canela
Puro: Canela Pastel
Portador: Canela portador de Pastel.
2-Entre os exemplares: Verde, Canela e Verde portador de Canela, temos:
Normal: Verde
Puro: Canela
Portador: Verde portados de Canela.
Atenção: veja pelos dois exemplos anteriores que o Canela é um Puro (mutante) quando em confronto com o Verde, porém é um Normal quando em confronto com o Pastel.
Lembre-se que a dominância dependerá das cores que estarão se confrontando.
Devemos acasalar as mutações sexo-ligadas segundo o esquema abaixo:
Reproduções Filhotes
Macho Puro x Fêmea Normal Macho Portador
Fêmea Pura
Observando o quadro acima concluímos que:
-O Verde pode portar Ágata, Canela, Isabelino, Acetinado e Pastel.
-O Ágata pode portar Isabelino, Acetinado e Pastel.
-O Canela pode portar Isabelino, Acetinado e Pastel.
-O Isabelino pode portar Acetinado e Pastel.
-Não existe relação de dominância entre Ágata e Canela. Logo, Ágata não pode portar Canela e nem Canela Portar Ágata.
Obs: A mutação MARFIM, embora faça parte do grupo das mutações sexo-ligadas, não afeta as melaninas, e por isso, não aparece no quadro acima. Sua atuação se limita apenas ao lipocromo amarelo ou vermelho. Por outro lado, como qualquer canário melânico também pode possuir lipocromo, este pode estar afetado pelo fator Marfim, direto ou indiretamente, isto é, sendo Marfim ou portador de Marfim.
Acasalamento
Faremos um quadro abaixo, onde através dele, você conseguirá obter os resultados para os acasalamentos dos exemplos com mutações sexo0ligadas.
Para que você possa entende-lo melhor, precisará antes se familiarizar com os termos: Puro, Normal e Portador, para que consiga sucesso em seu uso.
Normal: exemplar dominante em relação ao outro elemento do casal (veja o quadro de dominância anterior).
Puro ou Mutante: exemplar que apresenta a mutação em seu fenótipo.
Portador: exemplar heterozigoto, ou seja, aquele que porta a cor mutante.
Exemplos:
1-Entre os exemplares: Canela, Canela Pastel e Canela portador de pastel, temos:
Normal: Canela
Puro: Canela Pastel
Portador: Canela portador de Pastel.
2-Entre os exemplares: Verde, Canela e Verde portador de Canela, temos:
Normal: Verde
Puro: Canela
Portador: Verde portados de Canela.
Atenção: veja pelos dois exemplos anteriores que o Canela é um Puro (mutante) quando em confronto com o Verde, porém é um Normal quando em confronto com o Pastel.
Lembre-se que a dominância dependerá das cores que estarão se confrontando.
Devemos acasalar as mutações sexo-ligadas segundo o esquema abaixo:
Reproduções Filhotes
Macho Puro x Fêmea Normal Macho Portador
Fêmea Pura
Macho Normal x Fêmea Pura Macho Portador
Fêmea Normal
Fêmea Normal
Macho Portador x Fêmea Pura Macho Puro
Macho Portador
Fêmea Normal
Fêmea Pura
Macho Portador
Fêmea Normal
Fêmea Pura
Macho Puro x Fêmea Pura Macho Puro
Fêmea Pura
Fêmea Pura
As Mutações Autossomais
As mutações autossomais são aquelas que ocorrem em genes independentemente do sexo dos pais.
Tanto machos quanto fêmeas poderão ser portadores da mutação.
As mutações autossomais podem ser:
a)Dominantes: Intenso e Branco Dominante, onde o Intenso domina o Nevado e o Branco Dominante domina o Amarelo;
b)Recessivas: Branco, Opalino, e Feo, onde o Branco é recessivo em relação ao Amarelo assim como o Opalino e o Feo são recessivos em relação aos seus genes originais.
Nas mutações autossomais, para que os filhotes apresentem a mutação no Fenótipo, independendo do sexo destes, é obrigatório que os reprodutores (pai e mãe) sejam mutantes ou portem a mutação. Sendo os reprodutores ditos Homozigotos Recessivos ou Heterozigotos, respectivamente.
Exemplo:
De um casal de Verdes nasceram filhotes Verdes e Feos.
Podemos afirmar que o pai e a mãe são portadores da mutação Feo, porém nada podemos dizer a respeito do sexo dos filhotes, já que esta mutação não é sexo-ligada, ou seja, os filhotes obtidos podem ser machos ou fêmeas.
Se a mutação Feo fosse sexo-ligada, certamente todos os filhotes Feos seriam fêmeas. Concorda?
Acasalamento
Deve-se acasalar as mutações autossomais do seguinte modo:
Reprodutores Filhotes
Macho Puro X Fêmea Normal Macho Portador
ou Macho Normal e Fêmea Pura Fêmea Portadora
As mutações autossomais são aquelas que ocorrem em genes independentemente do sexo dos pais.
Tanto machos quanto fêmeas poderão ser portadores da mutação.
As mutações autossomais podem ser:
a)Dominantes: Intenso e Branco Dominante, onde o Intenso domina o Nevado e o Branco Dominante domina o Amarelo;
b)Recessivas: Branco, Opalino, e Feo, onde o Branco é recessivo em relação ao Amarelo assim como o Opalino e o Feo são recessivos em relação aos seus genes originais.
Nas mutações autossomais, para que os filhotes apresentem a mutação no Fenótipo, independendo do sexo destes, é obrigatório que os reprodutores (pai e mãe) sejam mutantes ou portem a mutação. Sendo os reprodutores ditos Homozigotos Recessivos ou Heterozigotos, respectivamente.
Exemplo:
De um casal de Verdes nasceram filhotes Verdes e Feos.
Podemos afirmar que o pai e a mãe são portadores da mutação Feo, porém nada podemos dizer a respeito do sexo dos filhotes, já que esta mutação não é sexo-ligada, ou seja, os filhotes obtidos podem ser machos ou fêmeas.
Se a mutação Feo fosse sexo-ligada, certamente todos os filhotes Feos seriam fêmeas. Concorda?
Acasalamento
Deve-se acasalar as mutações autossomais do seguinte modo:
Reprodutores Filhotes
Macho Puro X Fêmea Normal Macho Portador
ou Macho Normal e Fêmea Pura Fêmea Portadora
Macho Puro X Fêmea Portadora Macho Portador e Macho Puro
ou Macho Portador x Fêmea Pura Fêmea Portadora e Fêmea Pura
ou Macho Portador x Fêmea Pura Fêmea Portadora e Fêmea Pura
Macho Portador x Fêmea Portadora Macho Normal, Portador e Puro
Fêmea Normal, Portadora e Pura
Fêmea Normal, Portadora e Pura
Macho Puro x Fêmea Pura Macho Puro
Fêmea Pura
Fêmea Pura
Observe que, pelos dois primeiros
retângulos, o resultado será o mesmo se acasalarmos Macho “A” x Fêmea
“B” ou Macho “B” x Fêmea “A”.
Exemplo 1:
Ao acasalarmos um macho Canela Opalino com uma fêmea Canela Portadora de Opalino, qual você consideraria?
a)Normal?
b)Puro?
c)Portador?
d)Qual o resultado esperado para os filhotes?
Respostas:
a)Canela
b)Canela Opalino
c)Canela portador de Opalino
d)Observando a tabela, podemos observar que nascerão, portanto:
Exemplo 1:
Ao acasalarmos um macho Canela Opalino com uma fêmea Canela Portadora de Opalino, qual você consideraria?
a)Normal?
b)Puro?
c)Portador?
d)Qual o resultado esperado para os filhotes?
Respostas:
a)Canela
b)Canela Opalino
c)Canela portador de Opalino
d)Observando a tabela, podemos observar que nascerão, portanto:
Macho Portador Macho Canela Portador de Opalino
Macho Puro Macho Canela Opalino
Fêmea Portadora Fêmea Canela Portadora de Opalino
Fêmea Pura Fêmea Canela Opalino
Exemplo 2:
Ao acasalarmos um macho Feo (vindo de Canela) com uma fêmea Canela portadora de Feo, diga qual o exemplar considerado:
a)Normal?
b)Puro?
c)Portador?
d)Qual o resultado esperado para a prole?
Macho Puro Macho Canela Opalino
Fêmea Portadora Fêmea Canela Portadora de Opalino
Fêmea Pura Fêmea Canela Opalino
Exemplo 2:
Ao acasalarmos um macho Feo (vindo de Canela) com uma fêmea Canela portadora de Feo, diga qual o exemplar considerado:
a)Normal?
b)Puro?
c)Portador?
d)Qual o resultado esperado para a prole?
Respostas:
a)Canela
b)Feo
c)Canela portador de Feo
d)Pelo visto, trata-se do acasalamento de Macho Puro x Fêmea Portadora
Logo, nascerão:
a)Canela
b)Feo
c)Canela portador de Feo
d)Pelo visto, trata-se do acasalamento de Macho Puro x Fêmea Portadora
Logo, nascerão:
Macho Puro Macho Feo
Macho Portador Macho Canela Portador de Feo
Fêmea Pura Fêmea Feo
Fêmea Portadora Fêmea Canela Portadora de Feo
Macho Portador Macho Canela Portador de Feo
Fêmea Pura Fêmea Feo
Fêmea Portadora Fêmea Canela Portadora de Feo
Exemplo 3:
Responda à questão anterior, caso o acasalamento fosse: Macho Canela portador de Feo x Fêmea Feo.
Responda à questão anterior, caso o acasalamento fosse: Macho Canela portador de Feo x Fêmea Feo.
Resposta:
O resultado seria o mesmo, pois teríamos macho Portador x Fêmea Pura.
O resultado seria o mesmo, pois teríamos macho Portador x Fêmea Pura.
Comparações entre as transmissões sexo ligadas e autossomais
Sexo Ligada Autossomal
O fenótipo dos filhotes depende O fenótipo dos filhotes independe
do sexo dos pais. do sexo dos pais.
Sexo Ligada Autossomal
O fenótipo dos filhotes depende O fenótipo dos filhotes independe
do sexo dos pais. do sexo dos pais.
Para nascerem fêmeas mutantes Para nascerem fêmeas mutantes é
basta que o pai seja portador da mutação necessário que o pai e a mãe
portem a mutação.
basta que o pai seja portador da mutação necessário que o pai e a mãe
portem a mutação.
As fêmeas homozigotas, ou seja, As fêmeas podem ser homozigotas
trazem informações de cores ou heterozigotas, ou seja, trazem
herdadas somente do pai informações herdadas do pai e da
mãe
trazem informações de cores ou heterozigotas, ou seja, trazem
herdadas somente do pai informações herdadas do pai e da
mãe
O resultado do acasalamento dará O resultado do acasalamento dará
prole com diferentes características prole com as mesmas características
de cor, se acasalarmos Macho “A” x de cor, se acasalarmos um Macho
fêmea “B” ou um Macho “B” x Fêmea “A” “A” x Fêmea “B” ou um Macho “B” x
Fêmea “A”
prole com diferentes características prole com as mesmas características
de cor, se acasalarmos Macho “A” x de cor, se acasalarmos um Macho
fêmea “B” ou um Macho “B” x Fêmea “A” “A” x Fêmea “B” ou um Macho “B” x
Fêmea “A”
Conclusão
Neste trabalho, abordamos a genética relacionada com as Cores dos Canários, porém, é importante ressaltarmos que as Leis de Genética são aplicadas a outros fatores como: Plumagem, Forma, Tamanho, Receptividade às Doenças, Capacidade Reprodutiva, etc.
Neste trabalho, abordamos a genética relacionada com as Cores dos Canários, porém, é importante ressaltarmos que as Leis de Genética são aplicadas a outros fatores como: Plumagem, Forma, Tamanho, Receptividade às Doenças, Capacidade Reprodutiva, etc.
Não se
contente apenas com as informações expostas aqui. Após várias leituras,
você vai observar que este nível de conhecimento já não responderá a
algumas perguntas que estarão sendo necessárias. Esta será a hora de
você passar à leitura de nível mais avançado.
Agradecimentos ao site Criadouro Kakapo.
0 Alimentos colorantes para canários de fator Vermelho
Na
natureza, as aves comem uma grande variedade de insetos, crustáceos, algas,
musgos, frutos e bagas.
Destes
alimentos, elas recebem e metabolizam vários carotenóides, que acabam por
depositar na plumagem.
Na
regiăo Centro-Norte dos Estados Unidos da América, o Cardinal apresenta cores
bastante mais mortiças durante o Inverno. Nestes meses mais frios, a sua
alimentaçăo é majoritariamente constituída por sementes. O Flamingo
alimenta-se de plâncton, o qual é rico em pigmentos.
Se
forem privados da sua alimentaçăo habitual, ao mudarem a pena perdem a sua
bonita cor rosada, ficando tăo brancos como um frango de aviário.
Nos
Zôos, os Flamingos recebem uma dieta com sumo de beterraba ou Flamen-Oil
(mistura de óleo escuro de cenoura e outros óleos vegetais integrais) ou, mais
freqüentemente ainda, substâncias pigmentantes disponíveis no comércio
especializado.
É
assim natural que o Fator Vermelho dessas aves necessite de substâncias
especiais para que possa ter expressăo na plumagem.
É
tăo natural fornecer a uma raça de aves de Fator Vermelho concentrados de
carotenóides como alimentar uma fęmea em postura com ovos cozidos. Será que
as aves selvagens comem ovos para alimentar a sua prole? Năo! Antes de serem
domesticadas, as aves alimentavam as suas crias com insetos e plantas bravias. E
com estas fontes alimentares que o Cardinalito selvagem consegue manter a sua
intensa cor vermelha.
Durante
os "anos escuros" da canaricultura, as aves coradas
"artificialmente" eram
simplesmente banidas das exposiçőes. Desde o início, houve uma acesa
discussăo acerca do que seria uma alimentaçăo colorante. Alguns consideravam
mesmo que a utilizaçăo de cenouras na alimentaçăo era uma forma artificial
de pigmentar aves através da alimentaçăo. A maioria aceitava qualquer tipo de
fruta ou vegetais mas eram terminantemente contra a utilizaçăo de
concentrados. Nesta confusăo, era difícil saber onde encaixar a pimenta
vermelha. Era impossível impor uma regra e tudo isto só servia para instalar a
suspeiçăo e fomentar má vontade entre os criadores. Ninguém admitia utilizar
qualquer tipo de alimento colorante e algumas aves de qualidade extraordinária,
mesmo que năo fossem alimentadas de uma forma especial, eram impedidas de
entrar em concursos, por serem suspeitas.
Noutros
concursos, baseados na "honorabilidade" dos participantes, só as aves
"preparadas" tinham hipóteses de vencer. Mesmo atualmente, o iniciado
é deliberadamente enganado por alguns criadores. Num recente concurso de canários
de cor eu ouvi um concorrente premiado, que compra grandes quantidades de
concentrados químicos, dizer a um jovem aficcionado: "Alimentos
pigmentantes? Eu? Năo, eu só utilizo verduras!".
Posso afirmar categoricamente que nos últimos vinte anos năo houve um
único canário de Fator Vermelho que tenha vencido um concurso de canários de
cor, que năo tenha sido alimentado com uma dieta colorante especial!. Há
muitos mitos a envolver a alimentaçăo de canários de Fator Vermelho. Alguns
entusiastas acreditam que os carotenóides irăo afetar o fígado das aves,
reduzindo-lhe de alguma forma a esperança de vida. Isto năo é, de todo,
verdade. Vá até uma loja de produtos dietéticos e verá o B-Caroteno colocado
num local de destaque, destinado ŕ alimentaçăo humana.
O B-Caroteno é um antioxidante e pensa-se que desempenha
um importante papel na prevençăo e cura em processos de doença,
incluindo o cancro. O B-Caroteno é uma das substâncias mais importantes na
alimentaçăo colorante para canários de Fator Vermelho.
As
substâncias utilizadas para melhorar a cor em aves de Fator Vermelho săo
classificadas como lipossolúveis (solúveis em gordura).
Como
conseqüęncia disto, o seu organismo năo dispőe de um mecanismo simples de
remoçăo do que está em excesso. O uso de agentes promotores da cor melhora a
aparęncia das aves e beneficia o seu estado de saúde. NO entanto, o seu uso
indevido ou excessivo podem ser prejudiciais. As indicaçőes
relativas ŕs dosagens devem ser escrupulosamente seguidas. Como regra prática,
qualquer das substâncias pigmentantes pode ser fornecido até que as fezes
apresentem uma cor rosada. Este é um sinal de que a ave já atingiu o máximo
de quantidade de pigmentante que consegue absorver e utilizar.
Infelizmente,
muitos criadores recusam-se a ler ou a seguir as indicaçőes. A água deve ser
mantida sempre fresca, pelo que tem que ser mudada diariamente. Isto é
duplamente verdade se a água contiver agentes pigmentantes. A água pode
estragar-se facilmente, se tiver substâncias
pigmentantes dissolvidas e năo for substituída freqüentemente. As
substâncias químicas devem ser guardadas num local fresco, escuro e seco.
Embora năo as destrua, o calor, a luz e a umidade fazem com que as substâncias
percam potęncia. Se forem refrigeradas, as substâncias podem durar para
sempre, ou quase...
Năo
há uma idade mínima para começar a fornecer ŕs aves alimentos colorantes.
Agradecimentos ao site Criadouro Kakapo.
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